sábado, 18 de outubro de 2008

De mim por mim

mais insuportável do que pareço
mais calma do que não pareço
menos má do que qualquer pessoa
menos inteligente do que poderia
exatamente aquilo que quero
mas sem a intensidade que gostaria

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados,que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"

por John Lennon

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Céu e Som

As nuvens pela janela passam devagar
vão sem pressa pra nenhum lugar
As vozes lá em baixo soam baixinho
contam histórias pelo caminho

Não se importam pela espera constante
têm bem nítido o Sol radiante
Não se queixam por serem ignoradas
apenas ecoam e ficam impregnadas

Se deixam levar pelo sopro do vento
inspiram a intecidade de cada momento
Se modificam ao subir pelas paredes
deitam e se espalham nos tapetes

Ver sem nunca poder tocar
pois ali é o seu lugar
Ouvir sem nunca poder ver
porque não irá se conter

O céu as aceita ou as rejeita
sem se importar em fazer disfeita
A boca a gospe ou a engole
não tem dó de coração mole

Invadindo a vista da minha janela
e a brisa doce com cheiro de canela
Invadindo os ruídos dos meus ouvidos
com o ritmo lento de bons avisos

domingo, 28 de setembro de 2008

Muito Tolerante

Não existe condição que não possa se aceitar
não há 'diferente' ou 'incomum' que surpreenda, ao ponto de causar repulsa ou indignação
Tudo é plausível ou discutível
tudo tem a possibilidade de se justificar e de ter uma razão de ser
E se não tiver, e se não for compreensivel, ainda sim pode ser que seja aceitável e eu é que não tive a capacidade para entender

Desde que me conheço por gente sou assim e as coisas me parecem assim. Eu não tenho medo do desconhecido, quero descobri-lo, quero entendê-lo. A vida é sim uma caixinha de surpresas, a gente nunca sabe com o que vai se deparar e muito menos qual será a nossa reação. Há ai fora uma infinidade de formas, rostos, cores e jeitos. Há vida, há morte. Todos temos luz e trevas dentro de nós, todos somos imperfeitos

A melhor qualidade para uma pessoa pode ser o pior defeito para outra, e elas nem mesmo precisam estar tão distantes assim, nem fisicamente nem culturalmente. Ninguém tem a mesma forma de ver o mundo, existem infinitas, e graças a Deus. E sempre há espaço para cada uma delas, ou pelo menos deveria haver

Se alguém não toma banho todos os dias e diz que é para economizar agua, ótimo. Ela não vai ser uma pessoa melhor ou pior por causa disso. E se ela não toma banho todos os dias por simples preguissa, ótimo também. Desde que não faça mal a ninguém com isso, ela tem todo o direito. É um exemplo bobo, mas é exatamente isso que me intriga. Uma coisa boba, uma besteira, não é dificil de se aceitar, mas ainda há quem discrimine por que isso não está de acordo com o que aprendemos que é correto

Tenho manias estranhas, tenho habitos tontos, todo mundo tem afinal. Já dizia o velho ditado 'de perto ninguém é normal'.

Eu adoro discutir assuntos, contrapor idéias. Ainda bem que para isso existe um bocado de gente que discorda de mim, se não eu não poderia argumentar, persuadir. Porque será que desde pequena sou assim? Afinal eu não fui criada muito diferente das pessoas da minha idade, fui criada até bem igual. Mas eu me lembro de tomar as dores de coleguinhas injustiçados. Eu me lembro de conversar com aquela menininha que usava óculos de fundo de garrafa, com aquele nerd que sentava na primeira carteira. E não o fazia por dó, muito menos pra ajudar. Eu não via nada de mais nas diferenças, e ainda não vejo. Quando a gente cresce parece que tudo muda, que todo mundo passa a ser mais educado e mais gentil com todo mundo. Mas na verdade continua tudo como antes, a maioria das pessoas evita estar com alguém que tenha uma má reputação ou uma aparência esquisita. Evitam se envolver com tipos 'bizarros'. Sem nem saber porque afinal são considerados 'bizarros'. Essa tolarância disfarçada chega a ser pior do que própria a intolerância

Já disse que tudo que somos é fruto de tudo que vivemos. E aceito que existem coisas que nós aprendemos, coisas que nos são ditas desde que nascemos e que a gente toma como verdade. Pois desde antes de nascermos já era assim, então a gente chega num mundo que já está moldado e pensa 'eu também tenho que ser assim, tenho que me adaptar'. E tendo esse pensamento acreditamos que todos os outros também deveriam ter. É uma coisa que acontece meio que automaticamente. Deixam os 'bizarros' num lugar bem afastado. Olham pra eles, acham até graça as vezes mas é só, nem pensam em chegar perto, muito menos confraternizar

Acredito que se algo me incomoda muito é porque me interessa muito. Não conheço, não tenho nem sequer como ter uma opinião sobre. As vezes também não existe a possibilidade de que eu o conheça, talvez por ser distante, talvez por ser perigoso. Então eu fico sem conhecer, mas ainda sim me interesso, ainda sim fico curiosa. Criando minhocas na minha cabeça, tentando imaginar porque e como pode existir algo assim tão diferente. Mas me impressiono e me encanto depois, acabo entendendo que não dá pra entender

Penso, logo existo. Quem era mesmo que dizia isso?? Só sei que o cara era bem inteligente. Se estamos vivos é porque ainda estamos pensando. Quando deixamos de pensar é porque já não existimos mais. Então exista, seja ser humano, e pense. Absorva tudo o que puder, coisas boas e coisas más. Leve na sua bagagem o máximo que conseguir. Se não pode mudá-los, junte-se a eles, ou melhor, não tente mudá-los e nem junte-se a eles, só converse com eles...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Custe o Que Custar

Demorou um pouco mas, eu vim aqui pra falar deles rs. Porque pra mim, hoje não existe programa melhor na tevê brasileira. Não que isso seja muito dificil, afinal dificil é encontrar algo que preste nos canais abertos. Mas eles misturam humor da melhor qualidade com jornalismo de alto nível na medida certa. A cada dia o CQC vem conquistando mais e mais o público, até eu já fui ver eles lá da platéia rs.



Mas meu interesse pelo programa surgiu por causa dos reporteres que vierão do 'stanp-up comedy', um estilo de comédia americano que foi recentemente(faz uns 2 anos no máximo) introduzido no Brasil mas que logo fez sucesso através de videos das apresentações que circulam pelo youtube. Você com certeza já deve ter visto algum do tipo:



Depois eu descobri que o apresentador do programa era nada mais nada menos que Marcelo Tas! Sim, o professor tibúrcio do rá-tim-bum, o telekid do castelo rá-tim-bum. Esse dinossauro da tevê, esse icone do jornalismo brasileiro. ;]

Mas nada disso me fez gostar mais, e me tornar fã do programa do que o próprio programa rs. Fui acompanhando assiduamente e a cada segunda ficava mais imprecionada e mais entusiasmada. Praticamente obrigava a minha familia aqui em casa a ver também, mas aos poucos eles passaram a gostar também, chagou ao ponto até de eles estarem assintindo e eu perder rs.

Eles falam palavrão ao vivo, e não são palavrões leves não. Apesar do horário isso pra mim é novidade em tevê aberta. E ainda sim não fica uma coisa apelativa. Pelo contrário, isso deixa as tiradas deles durante o programa ainda mais naturais e espontâneas. Ainda que não sejam espontâneas. Pois é, não são espontâneas, pelo menos a maioria delas não. São os proprios apresentadores, Rafinha Bastos, Marco Luque e Marcelo Tas que fazem os seus próprios comentários que eles falam no decorrer do programa, mas elas não são inventadas ali ao vivo, elas são pensadas e montadas bem antes. Como que eu sei disso? A minha amiga Juliana que foi comigo lá na platéia roubou, ou melhor, adquirio, aqueles papéis que eles usam na bancada, e lá ficam escritas todas as piadinhas e comentariozinhos, uma coisa ou outra eles acrescentam ou tiram ali na hora rs. Mas isso não tira o merito deles, afinal as tiradas ainda são muito inteligentes e engraçadas.

Uma outra coisa bem legal que eu só pude ver quando fui lá assistir ao vivo, foi o momento em que eles interagem com a pláteia. E nessa hora você o quanto eles são naturais no programa, porque até nesse momento ele zoam um com o outro e fazem o publico rir. Eu gravei uma pequena parte que mostra isso, pra quem quiser ver tá ai:



Isso aqui é mais que uma recomendação. É uma entimação rs. Se você não assite, ou nunca assistiu, tem que assistir. No minimo você vai dar umas boas risadas, e no máximo vai ver como é que se deve fazer alguém ficar constrangido com uma pergunta rs.



Se todos os reporteres fizessem, ou pudessem fazer, perguntas como as que os reporteres do CQC fazem, quem sabe pessoas importantes como políticos e banqueiros tivessem que ser mais transparentes para convencerem as pessoas de sua honestidade e de suas intenções. Mas como disse Boris Casoy, esse humor ardido do CQC, incomoda aqueles que tem culpa no cartório. Mas me agrada e muito rs!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Clássicos do You Tube

Uma coisinha que queria compartilhar com vocês!!
é uma propaganda de uma nova operadora de celular
eles juntaram os maiores clássicos do YouTube
com certeza algum deles você deve conhecer...



Se não reconheceu todos veja aqui os videos
que fizeram eles ficarem famosos no YouTube:

Cabeção bebado em balada


Confissões de um EMO


Lasier Martins tomando choque


Traficante viado


Tapa na pantera


Vai tomar no cú


Fala YouTube Sonia


Sanduiche-iche


Dança do quadrado


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O que muda...

A cada segundo que passa eu já não sou mais a mesma.

E quando eu fico pensando no quanto eu já mudei eu tento entender um monte de coisas.

O que me mudou? O que me fez virar algo diferente que eu era? O que me fez melhor? O que me fez pior? O que passou a fazer diferença? O que passou a não ter mais importancia? Quando foi que eu deixei de gostar ou passei a gostar de algo?

Mas claro que eu só fico tentando entender e não encontro as respostas, afinal essas mudanças todas não acontecem assim do dia pra noite, não tem um momento certo pra definir quando mudados, quando passamos a pensar ou a agir diferente.

Talvez seja por isso que quando temos que passar por uma mudança drástica não conseguimos aceitar muito fácil.

Quando não temos escolha, ou então quando temos que decidir algo em um curto espaço de tempo, nos sentimos pressionados, desconfortáveis e até um pouco deprimidos.

Mas como a unica constante na vida são as mudanças, tenho que aprender a conviver com elas e não tentar entende-las...