domingo, 28 de setembro de 2008

Muito Tolerante

Não existe condição que não possa se aceitar
não há 'diferente' ou 'incomum' que surpreenda, ao ponto de causar repulsa ou indignação
Tudo é plausível ou discutível
tudo tem a possibilidade de se justificar e de ter uma razão de ser
E se não tiver, e se não for compreensivel, ainda sim pode ser que seja aceitável e eu é que não tive a capacidade para entender

Desde que me conheço por gente sou assim e as coisas me parecem assim. Eu não tenho medo do desconhecido, quero descobri-lo, quero entendê-lo. A vida é sim uma caixinha de surpresas, a gente nunca sabe com o que vai se deparar e muito menos qual será a nossa reação. Há ai fora uma infinidade de formas, rostos, cores e jeitos. Há vida, há morte. Todos temos luz e trevas dentro de nós, todos somos imperfeitos

A melhor qualidade para uma pessoa pode ser o pior defeito para outra, e elas nem mesmo precisam estar tão distantes assim, nem fisicamente nem culturalmente. Ninguém tem a mesma forma de ver o mundo, existem infinitas, e graças a Deus. E sempre há espaço para cada uma delas, ou pelo menos deveria haver

Se alguém não toma banho todos os dias e diz que é para economizar agua, ótimo. Ela não vai ser uma pessoa melhor ou pior por causa disso. E se ela não toma banho todos os dias por simples preguissa, ótimo também. Desde que não faça mal a ninguém com isso, ela tem todo o direito. É um exemplo bobo, mas é exatamente isso que me intriga. Uma coisa boba, uma besteira, não é dificil de se aceitar, mas ainda há quem discrimine por que isso não está de acordo com o que aprendemos que é correto

Tenho manias estranhas, tenho habitos tontos, todo mundo tem afinal. Já dizia o velho ditado 'de perto ninguém é normal'.

Eu adoro discutir assuntos, contrapor idéias. Ainda bem que para isso existe um bocado de gente que discorda de mim, se não eu não poderia argumentar, persuadir. Porque será que desde pequena sou assim? Afinal eu não fui criada muito diferente das pessoas da minha idade, fui criada até bem igual. Mas eu me lembro de tomar as dores de coleguinhas injustiçados. Eu me lembro de conversar com aquela menininha que usava óculos de fundo de garrafa, com aquele nerd que sentava na primeira carteira. E não o fazia por dó, muito menos pra ajudar. Eu não via nada de mais nas diferenças, e ainda não vejo. Quando a gente cresce parece que tudo muda, que todo mundo passa a ser mais educado e mais gentil com todo mundo. Mas na verdade continua tudo como antes, a maioria das pessoas evita estar com alguém que tenha uma má reputação ou uma aparência esquisita. Evitam se envolver com tipos 'bizarros'. Sem nem saber porque afinal são considerados 'bizarros'. Essa tolarância disfarçada chega a ser pior do que própria a intolerância

Já disse que tudo que somos é fruto de tudo que vivemos. E aceito que existem coisas que nós aprendemos, coisas que nos são ditas desde que nascemos e que a gente toma como verdade. Pois desde antes de nascermos já era assim, então a gente chega num mundo que já está moldado e pensa 'eu também tenho que ser assim, tenho que me adaptar'. E tendo esse pensamento acreditamos que todos os outros também deveriam ter. É uma coisa que acontece meio que automaticamente. Deixam os 'bizarros' num lugar bem afastado. Olham pra eles, acham até graça as vezes mas é só, nem pensam em chegar perto, muito menos confraternizar

Acredito que se algo me incomoda muito é porque me interessa muito. Não conheço, não tenho nem sequer como ter uma opinião sobre. As vezes também não existe a possibilidade de que eu o conheça, talvez por ser distante, talvez por ser perigoso. Então eu fico sem conhecer, mas ainda sim me interesso, ainda sim fico curiosa. Criando minhocas na minha cabeça, tentando imaginar porque e como pode existir algo assim tão diferente. Mas me impressiono e me encanto depois, acabo entendendo que não dá pra entender

Penso, logo existo. Quem era mesmo que dizia isso?? Só sei que o cara era bem inteligente. Se estamos vivos é porque ainda estamos pensando. Quando deixamos de pensar é porque já não existimos mais. Então exista, seja ser humano, e pense. Absorva tudo o que puder, coisas boas e coisas más. Leve na sua bagagem o máximo que conseguir. Se não pode mudá-los, junte-se a eles, ou melhor, não tente mudá-los e nem junte-se a eles, só converse com eles...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Custe o Que Custar

Demorou um pouco mas, eu vim aqui pra falar deles rs. Porque pra mim, hoje não existe programa melhor na tevê brasileira. Não que isso seja muito dificil, afinal dificil é encontrar algo que preste nos canais abertos. Mas eles misturam humor da melhor qualidade com jornalismo de alto nível na medida certa. A cada dia o CQC vem conquistando mais e mais o público, até eu já fui ver eles lá da platéia rs.



Mas meu interesse pelo programa surgiu por causa dos reporteres que vierão do 'stanp-up comedy', um estilo de comédia americano que foi recentemente(faz uns 2 anos no máximo) introduzido no Brasil mas que logo fez sucesso através de videos das apresentações que circulam pelo youtube. Você com certeza já deve ter visto algum do tipo:



Depois eu descobri que o apresentador do programa era nada mais nada menos que Marcelo Tas! Sim, o professor tibúrcio do rá-tim-bum, o telekid do castelo rá-tim-bum. Esse dinossauro da tevê, esse icone do jornalismo brasileiro. ;]

Mas nada disso me fez gostar mais, e me tornar fã do programa do que o próprio programa rs. Fui acompanhando assiduamente e a cada segunda ficava mais imprecionada e mais entusiasmada. Praticamente obrigava a minha familia aqui em casa a ver também, mas aos poucos eles passaram a gostar também, chagou ao ponto até de eles estarem assintindo e eu perder rs.

Eles falam palavrão ao vivo, e não são palavrões leves não. Apesar do horário isso pra mim é novidade em tevê aberta. E ainda sim não fica uma coisa apelativa. Pelo contrário, isso deixa as tiradas deles durante o programa ainda mais naturais e espontâneas. Ainda que não sejam espontâneas. Pois é, não são espontâneas, pelo menos a maioria delas não. São os proprios apresentadores, Rafinha Bastos, Marco Luque e Marcelo Tas que fazem os seus próprios comentários que eles falam no decorrer do programa, mas elas não são inventadas ali ao vivo, elas são pensadas e montadas bem antes. Como que eu sei disso? A minha amiga Juliana que foi comigo lá na platéia roubou, ou melhor, adquirio, aqueles papéis que eles usam na bancada, e lá ficam escritas todas as piadinhas e comentariozinhos, uma coisa ou outra eles acrescentam ou tiram ali na hora rs. Mas isso não tira o merito deles, afinal as tiradas ainda são muito inteligentes e engraçadas.

Uma outra coisa bem legal que eu só pude ver quando fui lá assistir ao vivo, foi o momento em que eles interagem com a pláteia. E nessa hora você o quanto eles são naturais no programa, porque até nesse momento ele zoam um com o outro e fazem o publico rir. Eu gravei uma pequena parte que mostra isso, pra quem quiser ver tá ai:



Isso aqui é mais que uma recomendação. É uma entimação rs. Se você não assite, ou nunca assistiu, tem que assistir. No minimo você vai dar umas boas risadas, e no máximo vai ver como é que se deve fazer alguém ficar constrangido com uma pergunta rs.



Se todos os reporteres fizessem, ou pudessem fazer, perguntas como as que os reporteres do CQC fazem, quem sabe pessoas importantes como políticos e banqueiros tivessem que ser mais transparentes para convencerem as pessoas de sua honestidade e de suas intenções. Mas como disse Boris Casoy, esse humor ardido do CQC, incomoda aqueles que tem culpa no cartório. Mas me agrada e muito rs!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Clássicos do You Tube

Uma coisinha que queria compartilhar com vocês!!
é uma propaganda de uma nova operadora de celular
eles juntaram os maiores clássicos do YouTube
com certeza algum deles você deve conhecer...



Se não reconheceu todos veja aqui os videos
que fizeram eles ficarem famosos no YouTube:

Cabeção bebado em balada


Confissões de um EMO


Lasier Martins tomando choque


Traficante viado


Tapa na pantera


Vai tomar no cú


Fala YouTube Sonia


Sanduiche-iche


Dança do quadrado


quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O que muda...

A cada segundo que passa eu já não sou mais a mesma.

E quando eu fico pensando no quanto eu já mudei eu tento entender um monte de coisas.

O que me mudou? O que me fez virar algo diferente que eu era? O que me fez melhor? O que me fez pior? O que passou a fazer diferença? O que passou a não ter mais importancia? Quando foi que eu deixei de gostar ou passei a gostar de algo?

Mas claro que eu só fico tentando entender e não encontro as respostas, afinal essas mudanças todas não acontecem assim do dia pra noite, não tem um momento certo pra definir quando mudados, quando passamos a pensar ou a agir diferente.

Talvez seja por isso que quando temos que passar por uma mudança drástica não conseguimos aceitar muito fácil.

Quando não temos escolha, ou então quando temos que decidir algo em um curto espaço de tempo, nos sentimos pressionados, desconfortáveis e até um pouco deprimidos.

Mas como a unica constante na vida são as mudanças, tenho que aprender a conviver com elas e não tentar entende-las...


terça-feira, 9 de setembro de 2008

Jornalismo “Open Source” e etc...


No começo do semestre passado houve uma coletiva com o professor da Universidade de Mogi das Cruzes, Willian Araujo, cujo objetivo era resgatar os conceitos e técnicas aplicados em aulas anteriores referentes a eixos de planejamento, pesquisa e edição jornalísticas. Foram abordados assuntos diversos como o Jornalismo “Open Source”, técnicas de produção de pauta, improvisação, organização, pesquisa entre outros.
O professor Willian iniciou comentando um pouco sobre os três parâmetros que abrangem toda prática jornalística e que são essenciais para qualquer tipo de jornalismo, são eles; a Empresa Jornalística, que tem a missão de difundir as informações e trabalha com o aspecto econômico do jornal; o Jornalismo, que são técnicas adotadas por uma atividade e sua missão é informar; o Jornalista, que é o profissional que desenvolve as habilidades técnicas e coloca as informações organizadas a disposição das pessoas. Dessa forma a percepção de que a pauta irá gerar repercussão se desenvolve fazendo jornalismo, praticando.
A produção jornalística exige muito cuidado com o tempo de execução das tarefas e os prazos a serem cumpridos. “No começo, por falta de experiência, não temos noção do tempo que cada coisa leva para ser feita. Mas lidar com as dificuldades é sempre o melhor aprendizado, acabamos incorporando essa sabedoria e lidando naturalmente com o tempo que temos para realizar as pautas” afirma Willian. Existem também algumas questões monetárias e comerciais que muitas vezes acabam se sobrepondo aos ideais dos jovens jornalistas, mas segundo o professor Willian o que importa realmente é o aprendizado, e que o árduo trabalho prático acaba por nos ensinar muito mais que as teorias acadêmicas.
Outro assunto explorado durante a coletiva foi o Jornalismo “Open Source” que segundo o subeditor do site “Webinsider” Paulo Rebêlo, em texto publicado dia 8 de setembro de 2005, nada mais é do que um “novo” tipo de jornalismo onde todo cidadão também é um repórter, e que não anula a participação e mediação de jornalistas profissionais. O professor Willian afirmou que esse fenômeno se dá pois na Internet já existe essa idéia de que todos podem se expressar e opinar livremente. Mas mesmo havendo pessoas que se disponham a contribuir com noticias, nunca se tem a certeza de que ela é boa, por isso são necessários os filtros para que esse jornalismo colaborativo seja eficaz e de boa qualidade. “Assim mesmo um Jornal que adote esse meio pode ter credibilidade, e ainda pode desenvolver profissionais especializados em filtrar essas matérias” afirma Willian. Ainda no mesmo texto Paulo Rebêlo afirma que “no Brasil, o conceito de jornalismo comunitário é quase uma ilusão, perdida entre confusões de diplomas e sindicatos”.
Segundo o professor Willian “por conseqüência deste grande crescimento do Jornalismo colaborativo os Jornais diários irão perder uma clientela significativa, virando apenas um manual”. Hoje as mídias impressas convivem bem, mas no mundo digital isso não existe, pois prevalece a linguagem que é mais aceita pelo público, mais atrativa, além de haver uma concorrência muito maior e mais disputada.
Hoje em dia não há como não usar a internet como recurso no jornalismo, todos estamos em contato com ela. É ainda uma boa fonte de informação apesar do grande volume de material descartável que existe hoje. Quanto a entrevistas pela internet Willian afirma que há riscos assim como pelo telefone, pois em ambas as situações você não vê se é realmente a pessoa que está respondendo. O ideal é que seja feita cara-a-cara, mas quando isso não é possível a internet se torna uma ótima ferramenta para o jornalista.
O professor Willian concluiu dizendo que na área do jornalismo os professores estão ai para organizar, e orientar o pensamento e os métodos aos alunos, mas que os recursos, principalmente na internet, devem ser usados e experimentados. “Os recursos digitais preservam a qualidade, têm vida longa e ocupam pouco espaço, basta usá-los da melhor forma para que eles estejam sempre ao nosso favor” afirma.

ps: Texto citado disponível em: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/09/08/um-velho-novo-jornalismo/

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final ...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.... Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará! Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te :Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.


por Fernando Pessoa